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Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU

Presidente brasileiro afirma que ação viola o direito internacional, fere a soberania venezuelana e cria precedente perigoso para a ordem global.

Patrícia Alves
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação / Agência Tocantins
03/01/2026 às 10h57 Atualizada em 03/01/2026 às 11h11
Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU
Presidente da República - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou neste sábado (3) os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em manifestação pública divulgada por meio das redes sociais, Lula classificou a ação como uma grave violação do direito internacional e cobrou uma resposta firme da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o presidente.

Segundo Lula, ações militares desse tipo enfraquecem o multilateralismo e contribuem para um cenário global de instabilidade. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, declarou.

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O presidente brasileiro destacou que a posição do Brasil é coerente com a postura adotada em outras crises internacionais recentes, nas quais o país tem defendido a solução pacífica de conflitos e a rejeição ao uso da força. Para Lula, o episódio remete a períodos históricos marcados pela interferência externa na América Latina e no Caribe.

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“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse.

Lula também defendeu que a comunidade internacional se posicione de forma clara diante do episódio. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, afirmou. Segundo ele, o Brasil condena os ataques e permanece disposto a atuar em favor do diálogo e da cooperação entre os países.

Até o momento, a ONU não se pronunciou oficialmente sobre a declaração do presidente brasileiro nem sobre as cobranças por uma reação institucional ao ataque.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins

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