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Piloto suspeito de tráfico internacional é preso pela FICCO com aeronave em fazenda no sul do Tocantins

O suspeito foi localizado e preso pela equipe do Grupo de Operações com Cães – GOC, do Batalhão de Polícia de Choque – BPCHOQUE, que integra a FICCO Tocantins.

Allessandro Ferreira
Por: Allessandro Ferreira Fonte: Redação | Agência Tocantins
22/02/2026 às 10h57 Atualizada em 22/02/2026 às 12h04
Piloto suspeito de tráfico internacional é preso pela FICCO com aeronave em fazenda no sul do Tocantins
Após ser preso Max Johnny Saraiva Silva Melo, foi levado para a sede da Polícia Federal em Palmas – Foto: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins

Um homem de 43 anos, identificado como Max Johnny Saraiva Silva Melo, foi preso na tarde deste sábado (21), suspeito de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. De acordo com informações apuradas pela Agência Tocantins, a ação ocorreu por volta das 15h30, em uma fazenda na zona rural do município de Dueré, na região sul do Tocantins.

Segundo a reportagem, a operação foi realizada pelo Grupo de Operações com Cães (GOC), do Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar do Tocantins, no âmbito da Operação Cidade Blindada III, realizada na região sul do Estado. A equipe do GOC foi acionada após  compartilhamento de informações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) onde uma aeronave teria realizado um pouso suspeito em uma propriedade rural no sul do estado.

Após receber as informações, a equipe do GOC iniciou patrulhamento na região, obtendo êxito em localizar a aeronave na zona rural do município de Dueré. Ao chegar, os policiais encontraram uma aeronave modelo Cessna 210 estacionada na pista da fazenda, sem pessoas nas proximidades. Ainda na localidade, a equipe foi informada de que o piloto estaria na propriedade.

Durante a revista no interior da aeronave, o cão farejador K9 Alfa, especializado na detecção de drogas e armas, indicou a presença de ilícitos no avião. Foi encontrada uma arma de fogo do tipo garrucha calibre .380, com cinco munições intactas, além de uma porção de substância análoga à maconha e outros objetos ilícitos.

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Drogas, moeda estrangeira, arma de fogo, munições, cartões de crédito e aparelhos celulares apreendidos – Foto: Reprodução / Agência Tocantins
Drogas, moeda estrangeira, arma de fogo, munições, cartões de crédito e aparelhos celulares apreendidos – Foto: Reprodução / Agência Tocantins

Diante dos fatos, Max Johnny Saraiva Silva Melo recebeu voz de prisão no local. Ele negou ser o piloto da aeronave. No entanto, ao retornar até o avião acompanhado dos policiais militares, o aparelho celular do suspeito conectou-se automaticamente à rede de internet Starlink da aeronave, o que reforçou a ligação dele com o avião.

A ação policial realizada pelo GOC contou com auxilio do cão farejador K9 Alfa, especializado na detecção de drogas e armas – Foto: Reprodução / Agência Tocantins
A ação policial realizada pelo GOC contou com auxilio do cão farejador K9 Alfa, especializado na detecção de drogas e armas – Foto: Reprodução / Agência Tocantins

Na mochila do suspeito, localizada no alojamento, os policiais encontraram uma pequena porção de substância análoga à cocaína, além de uma pequena quantidade de folhas semelhantes à coca. No local, também foram apreendidos um GPS que indicava rota internacional, dois celulares, três chips telefônicos, dois cartões de crédito e valores em moeda estrangeira — incluindo bolivianos, dólares e pesos colombianos.

Histórico criminal — suspeito já teria antecedentes por tráfico internacional

Ainda de acordo com informações apuradas pela reportagem, o suspeito já havia sido preso anteriormente, acusado de integrar organização criminosa com atuação no tráfico internacional de drogas, principalmente nos estados de Mato Grosso e em regiões da Bolívia.

Em uma das prisões, ocorrida em 2017, Max Johnny Saraiva Silva Melo foi detido após realizar um pouso forçado no Setor Industrial do município de Campos de Júlio (a 597 km de Cuiabá). Durante a abordagem, os policiais constataram que ele não era habilitado para pilotar aeronave bimotor, além de possuir um mandado de prisão em aberto pelo roubo de um vendedor de joias na capital mato-grossense. No GPS, foram verificadas várias paradas na Bolívia e em cidades da região fronteiriça.

Já em 2018, Max Johnny foi identificado pela perícia papiloscópica como um dos tripulantes de outra aeronave apreendida com mais de 420 kg de cocaína, em Cacoal, estado de Rondônia. Ele também é suspeito de ser o piloto de um avião Seneca II com uma carga de 500 kg de cocaína, interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no distrito de Nova Fernandópolis, no município de Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá. A aeronave havia saído da Bolívia e estava sem plano de voo.

Ele poderá responder, inicialmente, por tráfico internacional de drogas, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e por expor aeronave a perigo.

A aeronave foi apreendida, e o suspeito conduzido até a sede da Polícia Federal, em Palmas, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Federal, e deve apurar a origem e o destino do voo, bem como a possível participação de outros envolvidos na operação criminosa.

 

Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins

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