
A Escola de Tempo Integral (ETI) Santa Bárbara, localizada na região sul de Palmas, foi palco, na manhã desta sexta-feira, 17, de uma verdadeira imersão na cultura popular brasileira durante o encerramento do projeto ‘Literatura de Cordel e Variedades Linguísticas’, que uniu leitura, arte e cidadania. Com foco na tradição nordestina do cordel, o evento celebrou o despertar do gosto pelos livros e o enriquecimento literário dos estudantes.
A programação contou com apresentações de dança e com a leitura de cordéis produzidos pelos próprios alunos, que abordaram temas sociais e cotidianos. Entre os convidados estiveram os cordelistas Dr. Antônio Egno Carmo Gomes, professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), e Valdemar Rodrigues, que participaram de um bate-papo mediado pelo professor Josemar Soares.

De acordo com Josemar, o projeto foi idealizado quando cursava Letras na UFT de Porto Nacional, período em que teve contato com o livro ‘As Desventura de Nóis Mudemo’, do professor Carmo Gomes. “A leitura dessa obra e a percepção da riqueza da variedade linguística e da questão do preconceito linguístico despertaram em mim o desejo de levar esses temas para a sala de aula. Sempre acreditei que o falar a gente não corrige, a gente ajuda a melhorar a escrita”, explicou.

Leitura e escrita
Em sua fala, o professor Carmo Gomes incentivou os estudantes a buscar mais conhecimento por meio da leitura e da escrita. “Se vocês não gostam de cordel, leiam quadrinhos, romances ou histórias de aventura, mas continuem lendo e escrevendo, pois vocês demonstram grande talento e eu me sinto honrado em acompanhar o desenvolvimento de vocês”, disse.
O impacto do projeto ficou evidente nos depoimentos dos alunos. Eduardo Silva, do 5º ano, relatou que “no início foi bem difícil escrever cordéis porque precisei aprender várias novas palavras do dicionário para poder rimar, e uma das minhas maiores dificuldades foi rimar palavras para fazer sentido com o tema que eu estava escrevendo”.
Já Isabelle Lima, também do 5º ano, destacou sua evolução. “Gosto muito de participar do projeto de cordel porque pude aprender e me desenvolver na escrita. Tive muita dificuldade no início, mas, com o apoio da professora Letícia, que ensina muito bem, aprendi a rimar e a dominar a técnica do cordel”.


