
Um homem apontado como serial killer e foragido do sistema prisional do Tocantins foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (24) no município de Breu Branco, no sudeste do Pará. A vítima foi identificada como Renan Barros da Silva, condenado a 72 anos de prisão por homicídios e ocultação de cadáver.
De acordo com informações apuradas pela Agência Tocantins, o corpo foi localizado no quintal de uma residência, com dezenas de ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e sinais de espancamento. As circunstâncias do crime ainda são investigadas pelas autoridades locais.
Histórico criminal
Renan Barros da Silva era considerado de alta periculosidade. Ele havia sido condenado por três homicídios e ocultação de cadáver, além de ser apontado pela polícia e pelo Ministério Público como um serial killer. O homem também teria ligação com uma organização criminosa de atuação nacional, originária do estado de São Paulo.
Fuga do presídio
O detento estava foragido desde o dia 25 de dezembro de 2025, após escapar da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, no sul do Tocantins, localizada no município de Cariri do Tocantins.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a fuga ocorreu durante a noite de Natal, quando presos serraram as grades da cela, acessaram uma janela e utilizaram uma corda improvisada com lençóis para escalar o alambrado e deixar a unidade prisional.
Investigação sobre a fuga
A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que os detentos haviam sido transferidos recentemente de pavilhão e estavam isolados em uma cela por questões disciplinares. Mesmo assim, conseguiram acesso a ferramentas que permitiram serrar as grades e confeccionar o material utilizado na fuga.
Diante das circunstâncias, a Seciju determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar como os objetos foram introduzidos na cela e identificar possíveis falhas na segurança da unidade prisional.
Investigação do caso
A morte de Renan Barros da Silva levanta suspeitas sobre possível acerto de contas, hipótese que não é descartada pelas autoridades. A Polícia Civil do Pará deve conduzir as investigações para esclarecer a autoria e a motivação do crime.
Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao caso.
Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins