
Um ex-policial militar foi condenado a 17 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão por homicídio qualificado durante sessão do Tribunal do Júri realizada nesta segunda-feira (27), em Colinas do Tocantins. O crime, ocorrido em abril de 2016, foi praticado no contexto de um grupo de extermínio que atuava na região.
De acordo com o Ministério Público do Tocantins (MPTO), o réu integrava uma organização criminosa composta por quatro homens, que teriam sido contratados pelo valor de R$ 10 mil para executar a vítima, Renes de Souza Negri. A investigação aponta que o grupo se apresentava como prestador de serviços de segurança privada a comerciantes, mas, na prática, operava como um grupo de extermínio.
Crime premeditado
Conforme sustentado pelos promotores de Justiça durante o julgamento, no dia do crime, os envolvidos foram até a residência da vítima, a atraíram até a varanda e efetuaram três disparos, que causaram a morte no local.
O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, com agravante pelo fato de o crime ter sido cometido por grupo de extermínio, o que contribuiu para o aumento da pena.
Novo julgamento
Inicialmente, o acusado havia sido absolvido em julgamento anterior. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Tocantins, alegando que a absolvição era contrária às provas apresentadas no processo.
O recurso foi aceito, resultando na realização de um novo júri, que desta vez reconheceu a responsabilidade do réu pelo crime.
A acusação foi conduzida pelos promotores de Justiça Breno de Oliveira Simonassi, integrante do Núcleo do Tribunal do Júri, e Átila de Andrade Pádua, responsável pela Promotoria Criminal de Colinas.
Outros envolvidos
Outros três integrantes do grupo já haviam sido julgados e condenados anteriormente. Entre eles, também há um policial militar à época dos fatos, além de outros dois civis que participaram diretamente da execução.
O caso reforça a atuação do Ministério Público no combate a organizações criminosas e crimes cometidos sob a justificativa de segurança privada, mas que, na prática, configuram ações ilegais e violentas.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins