
Na manhã desta terça-feira, 28, a Casa da Mulher Brasileira (CMB), equipamento gerido pela Prefeitura de Palmas, recebeu a visita de uma turma do ensino médio do Colégio Estadual Liberdade, situado no Jardim Aureny III, sul da Capital. Os alunos foram conhecer de perto o funcionamento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Ao todo, 29 alunos participaram da atividade.
Antes do início das atividades, alunos e professores foram orientados sobre a conduta a ser adotada durante a visita, com ênfase no respeito ao sigilo das informações e na proteção das mulheres assistidas. Em seguida, os alunos participaram de uma visita guiada pelas dependências da CMB. Durante o percurso, puderam observar o funcionamento da unidade e o fluxo de atendimentos, respeitando o movimento típico do local.
A programação teve início na sala multiuso, onde os estudantes receberam uma explanação sobre os serviços ofertados na unidade, que reúne, em um só espaço, atendimento humanizado e integrado por diferentes órgãos.
Projeto escolar
A professora de história, Manuela Cerqueira Martins, que levou os estudantes à Casa da Mulher Brasileira, explicou que a visita é fruto de projeto desenvolvido pelas disciplinas de História e Educação Física e que propõe analisar a historicidade dos corpos, abordando as desigualdades de gênero, a luta das mulheres e os discursos contemporâneos de misoginia. “Nesse contexto, a visita à Casa da Mulher Brasileira foi uma etapa fundamental, permitindo aos estudantes compreender, na prática, as políticas públicas de proteção e enfrentamento à violência, além de relacionar os conceitos trabalhados em sala, como patriarcado e desigualdade de gênero, com a realidade, afirmou Manuela Cerqueira.
Respeito
Para a secretária municipal da Mulher, Chayla Félix, a iniciativa contribui para a formação cidadã dos jovens. “Abrir as portas da Casa da Mulher Brasileira para estudantes é uma forma de promover conscientização e educação. É fundamental que os jovens compreendam a importância do enfrentamento à violência contra a mulher e conheçam os serviços disponíveis para proteção e acolhimento”, destacou.
A superintendente da CMB, Monik Dorta, reforçou o caráter educativo da ação. “A visita é uma oportunidade de apresentar, na prática, como funciona essa rede de atendimento integrada, além de sensibilizar os estudantes sobre a importância do respeito, do sigilo e do cuidado com as mulheres em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
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