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Tocantins consolida posição entre principais exportadores de carne bovina do país e movimenta US$ 633 milhões em 2025

Reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação impulsiona competitividade do setor e amplia presença da proteína tocantinense em mercados estratégicos.

Patrícia Alves
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação / Agência Tocantins
26/06/2026 às 12h24
Tocantins consolida posição entre principais exportadores de carne bovina do país e movimenta US$ 633 milhões em 2025
Qualidade sanitária do rebanho tocantinense e o fortalecimento da cadeia produtiva impulsionam o crescimento das exportações de carne bovina e ampliam a presença do estado nos mercados internacionais - Foto: Adapec/Governo do Tocantins

O Tocantins reforçou sua posição no cenário do agronegócio nacional e internacional ao se consolidar como um dos principais exportadores de carne bovina do Brasil. Em 2025, a proteína animal respondeu por 21,1% de todas as exportações do estado, movimentando cerca de US$ 633 milhões e se tornando o principal produto industrializado da pauta exportadora tocantinense, atrás apenas da soja, segundo dados do Relatório Estratégico de Exportações de Carne Bovina do Tocantins.

O desempenho confirma a pecuária como um dos pilares da economia estadual e reflete o avanço da cadeia produtiva, sustentada por investimentos em sanidade animal, rastreabilidade e ampliação de mercados internacionais.

Recorde histórico e força da pecuária

Em janeiro de 2026, o estado registrou o melhor desempenho da série histórica para o mês, com US$ 119,5 milhões em exportações. Desse total, US$ 37,3 milhões foram provenientes do setor de carnes, de acordo com dados do Comex Stat.

O resultado evidencia a relevância da cadeia bovina na economia tocantinense: a cada cinco dólares exportados pelo estado, aproximadamente um tem origem no setor da carne bovina.

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O crescimento do segmento está diretamente ligado à atuação conjunta do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), e da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), com foco no fortalecimento da vigilância sanitária, rastreabilidade e controle do trânsito agropecuário.

Status sanitário impulsiona exportações

Um dos principais fatores para a expansão do setor foi o reconhecimento internacional do Tocantins como zona livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025.

O status sanitário ampliou o acesso da carne bovina tocantinense a mercados mais exigentes e de maior valor agregado, fortalecendo a credibilidade da produção estadual.

Atualmente, a carne produzida no Tocantins é exportada para países como China, Espanha, Canadá, Egito e Índia, além de outros mercados como Tailândia, Turquia, Suíça, Estados Unidos, Arábia Saudita e Irã.

A China segue como principal destino, respondendo por 55,6% das exportações do estado, seguida por Espanha (5,7%), Canadá (4,5%), Egito (3,8%) e Índia (3,4%).

Governo destaca competitividade do setor

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou o desempenho do agronegócio e o potencial de expansão da economia estadual.

“O grande volume de exportações de carne bovina reforça a força do nosso agronegócio e mostra que o Tocantins está preparado para competir nos mercados mais exigentes do mundo. Seguiremos investindo para gerar mais oportunidades, emprego e renda para a nossa população”, afirmou.

F2-Governador Wanderlei Barbosa destaca que as exportações de carne bovina reforçam a força do agronegócio tocantinense - Foto: Esequias Araujo-GovTO
Governador Wanderlei Barbosa destaca que as exportações de carne bovina reforçam a força do agronegócio tocantinense - Foto: Esequias Araujo-GovTO

 

O secretário estadual da Agricultura e Pecuária, Fred Sodré, também ressaltou o trabalho integrado entre governo e cadeia produtiva.

“O Tocantins reúne condições favoráveis para o desenvolvimento da pecuária e vem ampliando sua participação no comércio internacional graças à qualidade da produção e ao compromisso de toda a cadeia produtiva com a excelência”, avaliou.

Expansão contínua e novos patamares de exportação

Segundo dados do setor, a partir de 2020 o Tocantins entrou em um novo ciclo de crescimento, com embarques mensais entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões. Entre 2023 e 2025, o estado atingiu um novo patamar, com exportações acima de US$ 50 milhões mensais, chegando próximas de US$ 70 milhões em alguns períodos.

O avanço é atribuído à ampliação da demanda internacional — especialmente da China —, ao aumento do rebanho bovino, à modernização dos frigoríficos habilitados e à valorização global da proteína animal.

Sanidade e defesa agropecuária como base do crescimento

Para o presidente da Adapec, Lenito Coelho Abreu, o desempenho do setor está diretamente ligado ao rigor sanitário adotado no estado.

“O reconhecimento internacional do Tocantins como zona livre de febre aftosa sem vacinação amplia a confiança dos mercados compradores e fortalece a presença da nossa carne bovina no cenário global. Esse resultado é fruto de um trabalho permanente de vigilância, prevenção e defesa sanitária realizado em parceria com o setor produtivo”, destacou.

Infraestrutura e logística fortalecem competitividade

Além da sanidade, o Tocantins também aposta em vantagens logísticas e estruturais para ampliar sua competitividade. O estado conta com um dos maiores rebanhos bovinos da Região Norte e ampla oferta de pastagens, fatores que sustentam a expansão da produção.

Investimentos em infraestrutura e integração logística, somados à conexão com a Ferrovia Norte-Sul e aos corredores de exportação do Arco Norte — incluindo o Porto de Itaqui —, têm reduzido custos e ampliado a competitividade da carne tocantinense no mercado internacional.

Rastreabilidade e modernização do rebanho

Outro eixo estratégico é a implantação do sistema de rastreabilidade individual dos animais. Desde 2025, a Adapec atua alinhada ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), promovendo capacitações e conscientização de produtores.

A meta é que todo o rebanho bovino brasileiro esteja identificado individualmente até 2032. No Tocantins, a obrigatoriedade da identificação para fêmeas bovinas e bubalinas deve avançar a partir de 2027, especialmente vinculada à vacinação contra brucelose.

Perspectiva de crescimento

Com a consolidação do status sanitário internacional, ampliação de mercados e investimentos em modernização produtiva, a pecuária bovina deve seguir como um dos principais motores da economia tocantinense nos próximos anos, sustentando a geração de empregos, renda e desenvolvimento regional.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins

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