23°C 34°C
Palmas, TO
Publicidade

A História do Patrulhamento Tático no Brasil

O patrulhamento tático pela necessidade e consequência do aumento da população residente em áreas urbanas, isto é, as cidades brasileiras cada vez mais populosas ocorreram uma expansão destes grupos, gerando uma regionalização e o fortalecimento e criação de novos grupos

Nathaly Guimarães
Por: Nathaly Guimarães Fonte: Wanderson Cordeiro
27/09/2021 às 15h50
A História do Patrulhamento Tático no Brasil
Divulgação

Ainda na década de 70, período do Regime Militar (1964-1985), há necessidade de um policiamento mais especializado com deslocamento mais rápido, com mais mobilidade, principalmente na área bancária do Estado de São Paulo, resultante dos frequentes ataques e roubo às Instituições Financeiras (assalto a bancos), de grupos terroristas ligados a movimentos de esquerda, ou seja, o Patrulhamento Tático está ligado diretamente às guerrilhas urbanas. O estado que deu origem a essa modalidade faz parte da região sudeste do Brasil, que é o de maior percentual de população urbana com 93,14% (Fonte: IBGE) das pessoas vivendo nestas áreas. Isto é, a soma matemática entre guerrilheiros urbanos que aterrorizavam a população paulista, mais a maior região populacional do Brasil, é igual a uma nova modalidade de patrulhamento motorizado (nas Barcas).

Neste período marca o surgimento da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), no centenário Batalhão da Luz. Nesta época, não se utilizava braçal apenas uma tarjeta escrito ROTA, em vermelho, na manga da farda do lado esquerdo (depois de um tempo será substituída pelo braçal). O grande diferencial era o treinamento e a viatura chamada por eles de Barca.  Outro fator que o diferenciava da tropa de área (Rádio Patrulha), era boina preta utilizada apenas por esse grupamento, pois diante de pesquisas chegaram à conclusão que a origem da boina preta como cobertura militar, que era uma característica das unidades blindadas e mecanizadas, remonta a 1ª e 2ª Guerra Mundial.

A ROTA, com toda certeza é a mãe do Patrulhamento Tático no Brasil a partir desse modelo de sucesso no Estado de São Paulo foi criado, em 1972, o Tático Móvel que era uma modalidade policiamento focada no apoio em ocorrências graves em áreas do seu batalhão (regionalizados), que deu origem à Força Tática no Estado de São Paulo. Expandiram-se para todo o Brasil em diversos outros grupamentos, em períodos deferentes, como: PATAMO; ROTAM; RONE; PATRES; FORÇA TÁTICA; RONDESP; GPT; CPE; Gtop; PPT; GTO. Entre 1978 a 1981 vai surgir a partir de conhecimentos trago do Estado de São Paulo a ROTAM da PM de Minas Gerais e ROTAM PMGO. Em 1999, vai surgir o primeiro curso de PATAMO PMDF. Esses grupamentos supracitados tiveram uma grande importância para o patrulhamento tático no Brasil, a expansão além do território paulista.

 

Continua após a publicidade

“A unidade foi criada dia 1º de fevereiro de 1978 após a extinção do antigo Batalhão de Rádio-patrulha  (BRp). O Batalhão hoje é o Batalhão ROTAM, fruto do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).” (PMMG)

Hoje o patrulhamento tático pela necessidade e consequência do aumento da população residente em áreas urbanas, isto é, as cidades brasileiras cada vez mais populosas ocorreram uma expansão destes grupos, gerando uma regionalização e o fortalecimento e criação de novos grupos sendo o mais antigos: Força Tática PMESP (1998) e o GPT (Grupo de Patrulhamento Tático) PMGO (2000-1), os mais novos: CPE (Companhia de Policiamento Especializado) (2013) no estado de Goiás e o mais recente BAEP PMESP (2014). Cada BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) foi formado pela união das Cia. de Força Tática dos batalhões da região do comando de área a qual pertencem (CPA/M ou CPI), por este motivo a maioria, mas não a totalidade do efetivo de um BAEP é oriunda das antigas Forças Táticas da região, as FTs que se juntaram para formar um batalhão. Pois quanto maior seria o perímetro urbano, maior seria sua necessidade de um efetivo e policiamento especializado.

Com o “novo cangaço” que assume uma nova geografia que ultrapassa as entranhas do sertão nordestino como um dia fora “velho cangaço”. O novo se faz presente em todo o país. Com os roubos às Instituições Financeiras (assalto a bancos), a história se repetido, com atuação de grupos fortemente armados que pratica furtos ou roubos com alta violência sua principal característica. Para alguns especialistas o novo cangaço, também é, uma nova modalidade de terrorismo. Os patrulheiros, novamente, irão combater e guerrilheiros urbanos, porém, por todo território brasileiro com diversos grupamentos com nomes diferentes, mas a mesma missão.

Portanto, o surgimento dessa modalidade de ação especial de polícia surgiu por duas necessidades: Roubos que visavam alimentar financeiramente grupo de guerrilheiros urbanos (terroristas) e o aumento da população da maior cidade do Brasil. O progresso ao interior aumentar a população e a criminalidade, veem a necessidade de expandir o Patrulhamento Tático Especial. Primeiramente no próprio estado de São Paulo com o Tático Móvel (hoje Força Tática), depois outros estados como Minas Gerais e Goiás com as ROTAMs (e outros estados). Na atualidade estamos vivendo o fortalecimento da regionalização do Patrulhamento Tático Ações Especiais de Polícia, destaque para o BAEP PMESP e CPE PMGO.  No estado do Tocantins, no centro geodésico da nação, a mais nova estrela da bandeira do Brasil, nessa modalidade existe a ROTAM (primeiro curso 2008-9, DEIP) e a Força Tática (primeiro curso 2005, DEIP), porém, na perspectiva regional a FT tornou-se o policiamento ostensivo dentro das unidades o de maior complexidade, mais próxima dos batalhões de área, por pertencer a um, para atuar em ocorrências que fujam do cotidiano normal da OPM, excetuando as intervenções de patrulhamento tático especializado. Combatendo dentro de suas atribuições desde “novo cangaço” a roubos de celulares em motocicletas. A segurança pública é dever do Estado (art.144 CFB), por isso cabe a ele a utilização da força necessária para manter a ordem social, a especialização e o bom preparo do policial se resultam em uma sociedade mais protegida e segura.

Wanderson Cordeiro

Atualmente é CB QPPM - Polícia Militar do Estado do Tocantins, CFSD/2014. Taticano 18 do XII Curso de Força Tática da Polícia Militar do Estado do Tocantins. Tem experiência na área de Filosofia, Licenciado em História FAFIBE - FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE BOA ESPERANÇA, Pós-graduação Lato Sensu em Docência do Ensino Superior. Bacharel em Administração Fasamar - Faculdade São Marcos e escritor a na área de História do Tocantins e autor de contos  literários.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Palmas, TO
24°
Tempo nublado
Mín. 23° Máx. 34°
25° Sensação
2.57 km/h Vento
94% Umidade
78% (0.51mm) Chance chuva
06h16 Nascer do sol
18h14 Pôr do sol
Segunda
32° 23°
Terça
31° 22°
Quarta
32° 22°
Quinta
31° 22°
Sexta
30° 22°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 +0,00%
Euro
R$ 5,94 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 366,473,97 +0,20%
Ibovespa
188,052,02 pts 0.05%
Publicidade