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Polícia Federal deflagra operação contra desmatamento ilegal com extração de madeira em terra indígena no Tocantins

Equipes estão nas ruas cumprindo um mandado de prisão e 11 de busca e apreensão em várias cidades. Organização criminosa teria aliciado alguns indígenas para participar dos crimes.

Allessandro Ferreira
Por: Allessandro Ferreira Fonte: Redação / Agência Tocantins
09/03/2022 às 10h27
Polícia Federal deflagra operação contra desmatamento ilegal com extração de madeira em terra indígena no Tocantins
Polícia Federal deflagra operação contra desmatamento ilegal com extração de madeira em terra indígena no Tocantins - Foto: Reprodução / Agência Tocantins

A Polícia Federal do Tocantins faz na manhã desta quarta-feira (9) uma operação pra combater o desmatamento ilegal no território indígena do povo Xerente, em Tocantínia, a 85 quilômetros de Palmas. A investigação começou após uma série de flagrantes e apreensões de órgãos ambientais na região. As equipes da PF trabalham para cumprir um mandado de prisão e ainda ordens de busca e apreensão em 11 endereços.

A operação foi autorizada pelo juiz João Paulo Abe, da 4ª vara da Justiça Federal do Tocantins. O documento afirma que a PF viu indícios de extração em larga escala de madeira com alto valor comercial, principalmente em uma região conhecida como 'Jenipapo'.

Há mandados nas cidades de Tocantínia, Miranorte, Miracema, Palmas e Divinópolis. O alvo do mandado de prisão é suspeito de chefiar o esquema e aliciar os indígenas. Endereços ligados a alguns dos indígenas também devem ser alvo de buscas, por suspeita de que eles teriam colaborado com os crimes. A Polícia Militar está prestando apoio na operação.

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Ainda conforme a decisão, imagens de satélite indicaram que o houve redução da cobertura da vegetação nativa e construção de acessos no interior da mata.

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A operação foi chamada de 'Krikahâ', palavra que significa Tocantínia em Akwẽ-Xerénte, idioma nativo do povo indígena Xerente.

Segundo a PF, os envolvidos podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de desmatar, explorar economicamente ou degradar floresta, plantada ou nativa, em terras de domínio público ou devolutas, sem autorização do órgão competente e por associação criminosa cujas penas somadas podem ultrapassar 6 anos de prisão.

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