
Um idoso de 75 anos passou por transtornos para conseguir retirar sua insulina em unidades de saúde de Palmas, nesta sexta-feira (5). O caso chama atenção para a falta de regularidade no funcionamento das farmácias municipais e para a dificuldade enfrentada por pacientes que dependem de medicamentos de uso contínuo.
Segundo relato da família, o idoso compareceu à Unidade de Saúde da 409 Norte ainda pela manhã, mas foi informado por uma atendente de que o profissional da farmácia só estaria disponível a partir das 11h. Diante da situação, ele se deslocou até a Unidade de Saúde da 303 Norte, onde foi orientado de que o atendimento só aconteceria após as 13h.
Sem conseguir retirar o medicamento, o idoso pediu ajuda do filho, que se dirigiu à unidade. Ao chegar, encontrou outros dois pacientes aguardando a abertura da farmácia. Eles relataram que o atendimento começaria apenas às 11h30. Porém, ao tentar ser atendido no horário informado, a filha foi surpreendido: a profissional abriu a porta e comunicou que o serviço só seria iniciado às 12h.
O atraso no atendimento e a falta de informação clara geraram indignação. “Meu pai é idoso, tem 75 anos e depende da insulina. Esse descaso não pode continuar acontecendo”, desabafou o filho.
A família teme que situações como essa comprometam a saúde de pacientes que dependem de medicamentos essenciais. O caso também levanta questionamentos sobre a gestão e a organização das farmácias públicas de Palmas, especialmente no que diz respeito à pontualidade e à disponibilidade de profissionais.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas não havia se manifestado sobre o ocorrido.
Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins