
O prefeito de Combinado (TO), Dione Mendes da Silva Azevedo, publicou no Diário Oficial do Município desta terça-feira (30) um decreto que exonera diversos servidores comissionados da administração municipal, com efeitos administrativos e financeiros imediatos. A medida, adotada no último dia do mês de junho, atinge trabalhadores de diferentes secretarias.
De acordo com o Decreto nº 086/2026, as exonerações abrangem cargos vinculados ao gabinete do prefeito e a áreas como administração, esporte, meio ambiente, assistência social, desenvolvimento urbano e tributação. A justificativa apresentada pela gestão municipal é a necessidade de reestruturação administrativa e contenção de despesas públicas, em conformidade com os princípios da eficiência e da responsabilidade fiscal.
Ao todo, dezenas de servidores foram desligados de suas funções comissionadas, incluindo diretores, assessores, coordenadores e auxiliares. O documento também determina que o setor de Recursos Humanos adote as providências necessárias para formalizar os desligamentos.
A decisão, no entanto, gerou insatisfação entre os trabalhadores afetados. Segundo relatos, muitos contavam com o pagamento referente ao mês de junho ainda dentro do mês — prática que vinha sendo adotada anteriormente pela gestão. A expectativa era de contar com os recursos no início de julho, período marcado por férias escolares e aumento das despesas familiares.
“São pais e mães de família que estavam contando com esse dinheiro para o mês de julho. Muita gente planejava viajar ou ao menos garantir o básico durante as férias, mas agora a realidade é outra. Como ‘presente de férias’, fomos exonerados”, relatou uma fonte ouvida pela reportagem, sob condição de anonimato.
Além das exonerações, o município também instituiu recesso administrativo entre os dias 1º e 20 de julho, conforme o Decreto nº 089/2026. Durante esse período, apenas os serviços essenciais devem funcionar normalmente, enquanto o expediente nos demais setores ficará suspenso.
Até o momento, a Prefeitura de Combinado não se manifestou oficialmente sobre possíveis atrasos no pagamento dos servidores exonerados nem sobre o cumprimento de compromissos assumidos anteriormente quanto à regularização da folha salarial dentro do mês trabalhado.
A reportagem segue aberta para manifestação da gestão municipal. Enquanto isso, entre os servidores atingidos pelas exonerações, permanece o questionamento: por que houve desligamentos sem a quitação prévia dos salários devidos?
Reportagem: Elaine Gonçalves / Agência Tocantins