
A Promotoria de Justiça de Ananás, vinculada ao Ministério Público do Tocantins (MPTO), realizou uma vistoria no Hospital Nossa Senhora Aparecida — também conhecido como Hospital Municipal de Ananás — para apurar denúncias relacionadas à falta de instalação de equipamentos destinados à realização de exames de imagem.
As denúncias, encaminhadas à Ouvidoria do MPTO, apontavam que a unidade de saúde possuía aparelhos de raio-X e ultrassonografia adquiridos em 2022, mas ainda inoperantes. Durante a inspeção, a equipe da Promotoria encontrou o aparelho de raio-X ainda embalado em uma caixa de madeira, armazenado nos corredores do hospital. Também foi identificado um transformador externo de energia elétrica, adquirido especificamente para alimentar o equipamento. Já a máquina de ultrassonografia não foi apresentada pela administração municipal.
Como medida imediata, a Promotoria de Justiça oficiou o município de Ananás para que esclareça os motivos da não instalação dos equipamentos e informe os prazos e o plano de execução para a regularização da situação. O município tem até o final deste mês para enviar as respostas. Após o prazo, o MPTO avaliará se será necessário aprofundar as investigações e adotar outras providências.
A demora na ativação dos equipamentos pode causar prejuízos diretos à população local, que tem sido encaminhada para Xambioá — município vizinho — para a realização de exames de imagem. Essa situação gera transtornos e custos adicionais aos pacientes do sistema público de saúde. Segundo o censo do IBGE de 2022, Ananás possui cerca de 10,3 mil habitantes.
O MPTO reforça que a população pode registrar denúncias sobre irregularidades no serviço público de saúde ou em outras áreas por meio de suas unidades em todo o estado. O atendimento presencial ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Também é possível utilizar o aplicativo MPTO Cidadão, o telefone da Ouvidoria pelo número 127, ou ainda o WhatsApp (63) 99100-2720. Mais informações estão disponíveis em https://www.mpto.mp.br/ouvidoria/
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins