
Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Polícia Civil do Tocantins, Núcleo de Inteligência da Vigilância Sanitária do Brasil (VigiFronteiras-Brasil) e Vigilância Sanitária Municipal resultou na interdição de uma fábrica de cachaça artesanal na cidade de Combinado, região sudeste do Tocantins, na manhã desta sexta-feira (7).
A ação, desencadeada após diversas denúncias anônimas, faz parte de uma investigação sobre a produção e comercialização irregular de bebidas alcoólicas sem o devido registro federal. Durante a fiscalização, as equipes constataram que a fábrica funcionava nos fundos da residência do proprietário, em condições inadequadas e sem o Selo de Inspeção Federal (SIF) — exigência obrigatória para bebidas destinadas ao consumo.
Apreensões e irregularidades
De acordo com informações obtidas com exclusividade pela Agência Tocantins, fiscais do MAPA e agentes da Polícia Civil realizaram diligências simultâneas em supermercados, distribuidoras e estabelecimentos comerciais de Combinado. Em vários locais, garrafas de cachaça foram apreendidas, pois estavam sendo vendidas de forma irregular, sem registro junto aos órgãos competentes.
Sob o comando da delegada Vanusa Regina de Carvalho, as equipes da Polícia Civil, com apoio da Perícia Criminal, identificaram duas fábricas e três distribuidoras envolvidas na comercialização de bebidas sem inspeção.
“Através do trabalho conjunto com as equipes do Ministério da Agricultura, da Vigilância Sanitária e da Perícia, foi possível localizar e apreender dezenas de litros de cachaça, uísque e demais destilados”, destacou a delegada.
Análises e medidas sanitárias
Os lotes de bebidas apreendidos não possuíam registro no MAPA nem em outros órgãos reguladores. Embora não haja, até o momento, indícios de contaminação por metanol, amostras foram encaminhadas para análise pericial. O material será avaliado pela Polícia Técnico-Científica do Tocantins, pelo MAPA e pela Vigilância Sanitária Municipal, que atua em cooperação com a Anvisa.
A operação também visa rastrear a origem da matéria-prima utilizada na fabricação e identificar possíveis revendedores que comercializam produtos sem o selo de inspeção federal.
Regularização e orientações à população
Segundo a delegada Vanusa, os proprietários das fábricas e distribuidoras cooperam com as autoridades e demonstram interesse em regularizar a situação dos estabelecimentos junto aos órgãos competentes.
“Essa ação é de extrema importância, pois visa garantir que os produtos fabricados e vendidos na cidade atendam aos requisitos de segurança para o consumo humano”, afirmou.
“Os resultados reforçam o compromisso da Polícia Civil em proteger a saúde da população, por meio de uma atuação firme e constante”, completou.
Risco à saúde e alerta das autoridades
As autoridades alertam os consumidores para evitar bebidas de origem desconhecida ou que não apresentem o selo de inspeção federal (SIF) no rótulo. O consumo de produtos adulterados ou contaminados com metanol pode causar cegueira, intoxicação grave e até morte.
Investigações continuam
O nome da marca e do proprietário da fábrica não foram divulgados até o fechamento desta reportagem. A Agência Tocantins não conseguiu contato com a defesa. A operação integra um esforço nacional do MAPA e da Polícia Civil para combater a produção clandestina de bebidas alcoólicas e proteger a saúde pública.
A Agência Tocantins continuará acompanhando o caso e trará novas informações assim que os laudos laboratoriais forem divulgados.
Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins