
Mais de 329 quilos de alimentos que passaram por fiscalização técnica ganharam um novo destino no Tocantins. A Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM) fez o repasse de 329,38 quilos de produtos ao Lar Batista FFSoren, em Luzimangues.
Os itens são resultado de ações rotineiras de verificação em produtos chamados de “pré-medidos” — aqueles vendidos já embalados, com peso indicado no rótulo. Antes da doação, todos passaram por perícia em laboratório e tiveram o processo administrativo concluído.
Entre os alimentos entregues estão açúcar, arroz, feijão, polvilho, farinhas, macarrão, biscoitos, maionese e sucos. Apesar de terem sido retirados do comércio durante as fiscalizações, os produtos estavam próprios para consumo.
Segundo o presidente da AEM, Denner Martins, o repasse só acontece depois que todas as etapas legais são cumpridas, com publicação no Diário Oficial do Estado. Ele explica que parte dos produtos pode apresentar divergências em relação ao peso, massa ou volume informados na embalagem, identificadas nos ensaios laboratoriais. Em outros casos, as embalagens são abertas durante os testes. Ainda assim, os alimentos continuam adequados para consumo.
Como funciona a fiscalização
As ações da Agência alcançam supermercados, atacadistas, fabricantes e empresas envasadoras em todo o Estado. Durante a operação, os produtos são recolhidos, desembalados e pesados para verificar se o conteúdo real corresponde ao que está indicado no rótulo.
Quando há irregularidade nas informações, os itens podem ser retirados das prateleiras. Depois de cumpridos os trâmites legais, eles podem ser destinados à doação, evitando desperdício.
Fabricantes e distribuidores são comunicados oficialmente e podem acompanhar os exames periciais. Caso não compareçam no prazo previsto, os produtos podem ser doados após 24 horas da aferição, conforme norma específica que regulamenta a destinação final desses itens.
A prioridade é selecionar alimentos com maior prazo de validade, garantindo que cheguem às instituições sociais em boas condições de consumo.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins