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Polícia Federal deflagra Operação Código Branco para investigar fraudes na saúde no norte do Tocantins

Ação cumpre mandados em cinco municípios e apura esquema envolvendo licitações irregulares, desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

Patrícia Alves
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
08/04/2026 às 09h16 Atualizada em 08/04/2026 às 09h30
Polícia Federal deflagra Operação Código Branco para investigar fraudes na saúde no norte do Tocantins
Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Código Branco com o objetivo de investigar um suposto esquema de fraudes em contratações públicas na área da saúde em municípios da região norte do Tocantins, conhecida como Bico do Papagaio.

Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína.

Segundo a Polícia Federal, a operação busca reunir provas que permitam aprofundar as investigações, além de interromper a atuação de uma empresa suspeita de ser utilizada como fachada para fraudar processos licitatórios. O grupo investigado teria simulado capacidade técnica para vencer contratos públicos e, posteriormente, viabilizar o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

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As apurações indicam que uma empresa de serviços médicos vinha sendo contratada de forma recorrente por prefeituras da região, por meio de licitações com indícios de direcionamento e falta de competitividade. Também foram identificados possíveis descumprimentos de normas legais, como subcontratações proibidas em edital e movimentações financeiras consideradas suspeitas, com indícios de ocultação da origem dos recursos.

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De acordo com a investigação, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão, conforme a gravidade e a participação de cada investigado.

O nome da operação faz referência ao termo “código branco”, utilizado na área médica para indicar situações de emergência que exigem resposta rápida e coordenada. A escolha simboliza a necessidade de intervenção imediata diante de irregularidades consideradas graves na gestão de recursos da saúde pública, com o objetivo de restabelecer a normalidade dos serviços prestados à população.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins

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