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Custo das UPAs em 2024 foi de quase R$ 100 milhões; investimento de 40% amplia serviços ofertados

Termo de cooperação estabelece um incremento médio de R$ 1,6 milhão por mês para cada unidade, mas com garantia de escalas completas e ampliação de...

Allessandro Ferreira
Por: Allessandro Ferreira Fonte: Prefeitura de Palmas - TO
23/04/2026 às 19h50
Custo das UPAs em 2024 foi de quase R$ 100 milhões; investimento de 40% amplia serviços ofertados
Em 11 dias, UPAs registram quase 14,5 mil atendimentos médicos - Crédito da foto: Gabriela Letrari

A Prefeitura de Palmas informa que o impacto financeiro real da nova gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul é de 40,62%. O investimento mensal por unidade evoluiu de R$ 4,12 milhões em 2024 para R$ 5,79 milhões no modelo atual. A informação de um aumento de 800% é tecnicamente improcedente, pois projetaria o gasto anual para R$ 890,8 milhões, cifra inexistente e sem qualquer relação com a parceria firmada.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), o acréscimo de aproximadamente R$ 1,6 milhão ao mês por UPA não representa apenas um ajuste financeiro, mas um investimento estratégico para garantir um padrão de excelência no atendimento. Este aporte assegura a entrega de serviços e metas de qualidade que não eram atingidos no modelo anterior:
- Escalas completas: Preenchimento do déficit técnico de enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipe administrativa e apoio logístico;
- Prateleiras abastecidas: Correção do desabastecimento histórico de medicamentos e insumos, que já chegou a 40% no modelo de gestão direta;
- Suporte diagnóstico: Ampliação da capacidade laboratorial; em apenas 11 dias de operação, foram realizados mais de 5.000 exames, incluindo testes de dengue e marcadores cardíacos;
- Equipamentos, Computadores e TI: Substituição de equipamentos obsoletos em todos os setores, com integração total ao prontuário eletrônico e sistemas de faturamento digitais.

Metas de desempenho e qualidade 
O novo modelo vincula parte do pagamento ao cumprimento rigoroso de metas, garantindo que o investimento se transforme em resultados para o cidadão:
- Volume de atendimento: Garantia de 27.000 atendimentos médicos e acolhimentos com classificação de risco por mês em cada UPA;
- Agilidade: Cumprimento rigoroso do tempo de espera conforme a classificação de risco (Máximo de 10 min para casos urgentes/laranjas; 1 hora para amarelos, 2 horas para verde e 4 horas para azuis);
- Resolutividade: Garantia de que, no mínimo, 80% dos casos sejam resolvidos na própria unidade;
- Integração da Rede: Atendimento de pelo menos 90% dos pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde;
- Satisfação do usuário: Atingimento de uma taxa de aprovação de, no mínimo, 85% nas pesquisas de satisfação realizadas com os pacientes.

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UPA como a gente precisa
O investimento individualizado sustenta a classificação das unidades como Porte III (Nova Opção VIII), a maior habilitação do Ministério da Saúde para o serviço. Para manter esse patamar, cada unidade deve realizar ao menos 10.125 atendimentos médicos mensais. A eficiência do novo modelo foi comprovada em apenas 11 dias de operação (12 a 22 de abril),  às UPAs totalizaram 14.458 atendimentos médicos, demonstrando que a meta mensal federal será cumprida em menos de duas semanas. Desse total, foram registrados 2.699 atendimentos pediátricos e 266 ortopédicos.

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Como funciona o pagamento
Para que a população entenda como o dinheiro público é protegido, o pagamento à empresa parceira funciona como um "contrato de entrega". O valor de R$ 5,79 milhões mensais por UPA é dividido em duas partes:
- Parte Fixa (80%): R$ 4,6 milhões mensais por UPA. Este valor é destinado exclusivamente para manter a estrutura funcionando: pagar salários de toda a equipe, comprar medicamentos, oxigênio e garantir a alimentação. Esse valor é muito próximo ao custo da gestão direta anterior (R$ 4,1 milhões), que operava com falta de materiais e escalas incompletas;
- Garantia de Qualidade (20%): até R$ 1,1 milhão por UPA. Este é o valor que a empresa só recebe se trabalhar bem. Basicamente, todo o aumento de R$ 1,6 milhão no orçamento em relação ao modelo anterior está concentrado nesta fatia variável. Ou seja: o "extra" investido é, na verdade, o valor do risco que a empresa assume para entregar um serviço de excelência.

Se houver demora excessiva no atendimento, se a equipe não estiver completa, se a demanda não for resolvida pelo menos em 80% dos casos na UPA, se não realizar o número de atendimentos previstos, ou se a população estiver insatisfeita (índice abaixo de 85%), o município aplica a chamada glosa — um desconto imediato no pagamento. No modelo antigo, o custo era fixo mesmo se o serviço fosse ruim; agora, se a parceira falhar, ela perde dinheiro, e o recurso fica na prefeitura.

Mais atendimentos
A realocação de 467 servidores efetivos das UPAs para a rede básica permitiu, além do lançamento do projeto "Postinhos Corujinhas", com o reforço desses profissionais através do acréscimo de 22 equipes em 11 unidades de saúde e com atendimento até meia-noite, mas também o fortalecimento de equipes dos CAPS, ambulatórios e, principalmente, nas 85 equipes de estratégia de saúde da família que poderão melhorar os índices de cobertura assistencial nas condições crônicas, que estão relacionadas às principais causas de adoecimento na população.

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