
A Polícia Civil do Tocantins concluiu as investigações sobre um caso de violência doméstica em Dianópolis e indiciou um homem de 29 anos pelo crime de ameaça no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
O inquérito foi conduzido pela 10ª Delegacia de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (DEAMV) do município, após a vítima — ex-companheira do investigado procurar a unidade policial e registrar boletim de ocorrência relatando episódios de intimidação.
De acordo com o delegado regional Eduardo Nunes, o caso ocorreu no dia 19 de março de 2026, por volta das 20h, quando o homem foi até a residência da vítima. Segundo as investigações, inconformado com o fim do relacionamento, encerrado há cerca de três anos, ele teria gritado e batido na janela da casa, exigindo entrar no imóvel.
Diante da recusa, o investigado passou a proferir ameaças de morte contra a mulher, afirmando que a mataria naquele momento. Em razão da gravidade da denúncia, a autoridade policial representou pela expedição de mandado de busca e apreensão com o objetivo de localizar uma possível arma de fogo utilizada nas ameaças. No entanto, durante o cumprimento da ordem judicial, nenhum objeto ilícito foi encontrado.
Durante o interrogatório, o homem negou ter ido até a residência da vítima, bem como ter feito ameaças ou possuir arma de fogo. Apesar da negativa, a Polícia Civil informou que o conjunto probatório reunido ao longo das investigações foi considerado robusto, confirmando a materialidade do crime e os indícios de autoria.
Diante disso, o suspeito foi formalmente indiciado pelo crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal, no contexto de violência doméstica.
Após a conclusão, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que deverão adotar as medidas legais cabíveis.
Ao comentar o caso, o delegado Eduardo Nunes destacou a atuação rápida da Polícia Civil na apuração dos fatos. “A pronta intervenção foi fundamental para a elucidação do crime e responsabilização do autor, que agora responderá judicialmente”, afirmou.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins