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Vereador foragido que tomou posse por procuração diz que não cometeu extorsão: 'Foi só uma lesão corporal simples'

Crime envolvendo o parlamentar aconteceu após uma aposta entre dois moradores sobre a eleição para vereador de Almas, no sudeste do Tocantins. Marcão da Caçamba diz que não se entregou porque tinha que prestar contas da campanha.

07/01/2021 às 22h56
Por: Redação Fonte: Redação | Agência Tocantins
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Narciso Marcos Alves, mais conhecido como Marcão da Caçamba – Foto: Divulgação
Narciso Marcos Alves, mais conhecido como Marcão da Caçamba – Foto: Divulgação

O vereador Narciso Marcos Borges (MDB) se manifestou nessa quinta-feira (7) sobre o caso de extorsão em que é investigado pela Polícia Civil. Foragido desde dezembro, ele enviou um representante para tomar posse na Câmara de Vereadores de Almas, sudeste do Tocantins, e causou revolta entre os parlamentares. Marcão da Caçamba, como é conhecido, afirmou que o que está sendo vítima de uma injustiça e cometeu “apenas uma lesão corporal simples”.

A polêmica envolvendo o vereador começou no dia das Eleições de 2020. Conforme divulgado pela polícia na época, dois moradores da cidade fizeram uma aposta sobre o resultado da votação para vereador.

O eleitor que apostou na vitória de Marcão da Caçamba venceu a disputa, mas como o amigo não quis pagar o valor combinado, o vencedor chamou o próprio vereador para ajudar a cobrar a dívida.

Na época, a vítima disse que começou a sofrer ameaças de morte e agressões por parte do suspeito e também do vereador. O parlamentar afirmou que a aposta foi feita entre um apoiador da campanha e outro morador da cidade. Ele nega a extorsão e as ameaças, mas confessa que chegou a agredir o perdedor da aposta.

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Confira o mandado de prisão abaixo

"No sábado à noite, eles casaram os cartões e apostaram lá. Então o que eu quero dizer é que eu não liguei para ninguém, não ameacei ninguém, não dei número de ninguém. O meu problema que tive com ele foi uma discussão e nessa discussão eu agredi ele. Eu errei e reconheço meu erro. É uma lesão corporal simples que não tem nem exame de corpo de delito", afirmou Marcão da Caçamba.

O apoiador de Marcão da Caçamba, que tinha feito a aposta, foi preso por extorsão qualificada. Ele confessou o crime e disse que iria dividir o dinheiro com o vereador. O parlamentar teve o mandado de prisão decretado em dezembro e segue foragido.

Em vídeo divulgado em uma rede social, o vereador diz que ainda não se entregou porque tinha que prestar contas da campanha.

"Eu não me entregue até hoje, estou foragido porque se eu tivesse sido preso no dia 17, que expediram esse mandado pra mim, no dia 17 eu não prestaria conta de campanha, porque eu tinha que prestar conta de campanha, fechar conta, documentação, essas coisas, nota fiscal. Então, eu não teria como prestar conta de campanha, eu não diplomaria, eu não pegaria posse. Então não tem como, não teria como eu fazer isso tudo de dentro da cadeia".

Polêmica na Câmara

Narciso Marcos diz que já cumpriu três mandatos de vereador em Almas, no sudeste do Tocantins, e está no quarto mandato. Ele recebeu 268 votos nas últimas eleições.

Para conseguir tomar posse no último dia 1º, Marcão da Caçamba teve que enviar um representante com uma procuração para tomar posse em seu lugar. O problema é que o regimento interno da Câmara não permite esse tipo de situação.

Além de tomar posse no lugar do vereador foragido, o presidente do partido ainda participou da votação para escolha da mesa diretora e foi decisivo na votação. Isso causou revolta na chapa derrotada, que entrou na Justiça para tentar cancelar a sessão realizada no dia 1º de janeiro. O caso ainda não foi julgado.

"Eu questionei que não poderia acontecer isso e ela [a presidente da sessão] não acatou esse questionamento. A nossa chapa, da oposição, perdeu por 4 votos a 5. Eles tiveram o quinto voto justamente desse presente do MDB", disse o vereador Eliotério Silva (PP).

Marcão da Caçamba afirma que está sofrendo uma injustiça, mas tudo vai se resolver.

"Então, o que eu quero dizer para vocês que isso que está acontecendo, isso não existe, isso não existe. É uma covardia o que está acontecendo [...] Eu sou um vereador que nunca, em 12 anos de vereador, e vai para mais quatro, eu nunca abasteci um carro meu com requisição da prefeitura. Eu nunca aceitei nada, nem de câmara. Eu nunca peguei um carro da câmara, eu nunca peguei nada. Então isso que está acontecendo comigo é uma injustiça, mas a verdade sempre prevalece e está perto de acabar tudo isso", afirmou.

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