
O Hospital Regional de Araguaína (HRA) realizou, nesta quarta-feira, 04, a captação de rins e fígado de um paciente de 53 anos, que teve morte encefálica. A doação só foi possível graças ao gesto de amor e solidariedade da família, que autorizou o procedimento.
A diretora-geral do HRA, Cristiane Uchoa, ressaltou a importância do ato. “Esse é um gesto de muito amor por parte da família. Quando as pessoas manifestam esse desejo em vida, torna-se mais fácil para os familiares autorizarem a doação”, afirmou.
A enfermeira da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Luna Maciel, destacou a nobreza da atitude. “Hoje, prestamos nossa mais profunda homenagem a esse doador, cuja generosidade transcende a existência. Seu legado permanecerá vivo nas vidas que ajudou a salvar”, disse.
O psicólogo Eduardo de Pinho também reforçou o impacto da doação. “Nenhuma palavra pode preencher o vazio da perda, mas saber que seu gesto proporcionará novas oportunidades de vida traz algum conforto. Ele continua vivo nos corações daqueles que o amam e nas pessoas que receberam seus órgãos”, declarou.
O médico Claudivan de Abreu agradeceu a iniciativa da família. “Esse gesto ultrapassa o tempo e o espaço. Que a memória desse doador inspire outros a compreenderem o verdadeiro significado da vida: amar e compartilhar”, afirmou.
Equipe especializada
A CIHDOTT, responsável por coordenar o processo de doação no HRA, atua na unidade há mais de cinco anos. A captação dos órgãos foi realizada em parceria com a Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO), com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Instituto de Cardiologia e Transplante de Brasília (ICTDF).