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Policial penal é condenado a 53 anos de prisão por matar PM e ferir outras quatro pessoas em Augustinópolis

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins, responsável pela defesa do condenado, informou que não comenta decisões judiciais.

Allessandro Ferreira
Por: Allessandro Ferreira Fonte: Redação / Agência Tocantins
05/04/2025 às 13h43
Policial penal é condenado a 53 anos de prisão por matar PM e ferir outras quatro pessoas em Augustinópolis
Policial penal Leonildo Sousa Cruz foi condenado a 53 anos de prisão — Foto: Arquivo pessoal

O policial penal Leonildo Sousa Cruz foi condenado a 53 anos de prisão pelo homicídio do policial militar Hudson Thiago Lima de Almeida e pela tentativa de assassinato de outras quatro pessoas. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da Comarca de Augustinópolis, no norte do Tocantins.

O crime ocorreu na madrugada do dia 10 de abril de 2022, durante uma festa em um bar da cidade. Segundo as investigações da Polícia Civil, Leonildo efetuou ao menos 15 disparos, causando pânico entre os cerca de 300 frequentadores do estabelecimento. Um dos tiros atingiu fatalmente o policial militar Hudson Thiago, que estava no chão e sequer teve tempo de reagir. O PM Ronaldo da Silva Macedo, também do estado do Pará, foi baleado e, em seguida, disparou para o alto para dissipar a multidão.

A confusão teria começado após um desentendimento envolvendo o tio e o irmão de Leonildo Sousa Cruz. Durante o tumulto, o condenado sacou sua pistola 9mm, equipada com munição expansiva e letal, e atirou indiscriminadamente, atingindo outras três pessoas que tentavam se proteger.

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Na decisão, o juiz Alan Ide Ribeiro da Silva destacou a gravidade do crime e desconsiderou a confissão e o suposto arrependimento de Leonildo, afirmando que a versão do réu não foi respaldada pelas provas apresentadas e que não houve ações concretas que demonstrassem arrependimento.

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O tribunal considerou Leonildo culpado por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio, levando em conta agravantes como motivo fútil, perigo comum e o uso da arma funcional para cometer os crimes. A Defensoria Pública do Estado do Tocantins, responsável pela defesa do condenado, informou que não comenta decisões judiciais.

Diante da gravidade dos fatos, o juiz determinou a execução imediata da pena e a manutenção da prisão preventiva de Leonildo, considerando o risco de fuga e seu histórico de comportamento violento. O magistrado ressaltou que o réu já havia se envolvido em outro incidente com o uso de arma de fogo, reforçando o entendimento da periculosidade do condenado.

O caso teve grande repercussão na região, devido à violência dos fatos e às consequências trágicas para os envolvidos e suas famílias. A condenação de Leonildo Sousa Cruz representa um desdobramento importante na busca por justiça para as vítimas e a sociedade.

 

 

 

(Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins)

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