
Combinado (TO) – 7 de junho de 2025 – Uma operação estratégica da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), desencadeada com base em denúncia anônima, desarticulou um ponto de tráfico de drogas em Combinado, município do sudeste tocantinense. A ofensiva, conduzida por equipes da 2ª Companhia e da Força Tática do 10º Batalhão, resultou na prisão de três mulheres e na apreensão de entorpecentes, material para comercialização e outros apetrechos usados na atividade criminosa.
A ação policial ocorreu em duas etapas, entre os dias 2 e 3 de junho, e foi considerada um sucesso operacional pelo comando do 10º BPM. No entanto, após a divulgação de vídeos nas redes sociais, surgiram críticas e acusações contra a conduta da guarnição. Em nota, a PM reafirma que toda a intervenção foi legítima, embasada em provas e executada dentro dos protocolos legais. A instituição também abriu procedimento apuratório para averiguar os fatos, como parte do compromisso com a transparência e com a comunidade.
Do flagrante à prisão
Na primeira fase da operação, realizada na tarde do dia 2, os policiais interceptaram uma motocicleta com dois ocupantes na entrada da cidade. Ao perceber a aproximação da viatura, a passageira – uma mulher de 22 anos – correu em direção a uma residência, abandonando uma sacola que, mais tarde, foi identificada como contendo porções de maconha preparadas para venda.
No imóvel, os militares localizaram mais drogas, incluindo maconha, um cigarro artesanal da substância, além de invólucros plásticos vazios e uma garrafa PET contendo folhas de maconha imersas em aguardente, sinalizando o preparo de substâncias psicoativas caseiras. Durante a ação, outras duas mulheres tentaram impedir a atuação dos policiais, incitando moradores e proferindo insultos. Ambas foram detidas por desacato e resistência, exigindo reforço para contenção da situação.
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Na segunda fase, na madrugada do dia 3, nova denúncia levou os policiais ao paradeiro da mulher que havia fugido no dia anterior. Ela foi encontrada no Setor Casinha, tentou escapar novamente, mas foi capturada pela Força Tática. Com ela, havia mais porções fracionadas de maconha e um tablete da droga.
Todas as envolvidas foram conduzidas à Central de Flagrantes de Arraias. O adolescente que pilotava a motocicleta foi encaminhado ao Conselho Tutelar.
Resposta oficial: PMTO defende ação firme e legal
Diante das críticas nas redes sociais, a Polícia Militar emitiu uma nota de esclarecimento à população de Combinado. O documento reforça que a operação foi motivada por denúncias concretas de tráfico em andamento e que a atuação dos policiais se deu de forma proporcional e legal.
“As alegações de violência apresentadas são unilaterais e não condizem com os registros operacionais e demais elementos colhidos pela equipe policial durante a ocorrência. Ainda assim, em respeito à comunidade e em conformidade com seu compromisso com a transparência, a PMTO instaurou procedimento apuratório para verificar com rigor a conduta dos policiais envolvidos”, afirma a nota assinada pela Assessoria de Comunicação do 10º BPM.
O comando da corporação também advertiu que a disseminação de conteúdos não verificados pode comprometer o trabalho dos agentes de segurança e alimentar desinformação. Caso a apuração confirme a legalidade da ação, a PM não descarta medidas legais contra falsas acusações que atentem contra a honra da instituição e de seus integrantes.
Comunidade como aliada da segurança
O tenente-coronel Gleidison Antônio de Carvalho, comandante do 10º BPM, destacou o papel da comunidade na operação e reiterou a importância da Rede Comunitária de Segurança como canal legítimo de cooperação.
“O crime não vai se instalar em Combinado. Com a ajuda da comunidade, estamos desarticulando o tráfico local e protegendo nossos jovens. A Polícia Militar atua com firmeza, legalidade e presença ativa para garantir a paz pública”, afirmou o oficial.
Reforço à legalidade e ao dever institucional
A Polícia Militar do Tocantins reforça que o tráfico de drogas é crime previsto pela Lei nº 11.343/2006, com penas que podem chegar a 15 anos de prisão. Além de comprometer a saúde pública, essa atividade ilícita fomenta uma cadeia de delitos que ameaça a segurança da população, sobretudo dos jovens.
A PMTO reafirma seu compromisso com a atuação ética, transparente e rigorosa no enfrentamento ao tráfico, e conclama a população a continuar denunciando por meio do telefone 190 ou diretamente às equipes locais.
“Nosso compromisso é com a lei, com a verdade e com o povo tocantinense. Nenhuma crítica sem fundamento irá desviar nosso foco: proteger a sociedade e combater o crime com responsabilidade”, finaliza a nota da corporação.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins