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No apagar das luzes, equipe do governo interino tenta autorizar pagamento irregular de R$ 150 milhões após decisão do STF determinou o retorno de Wanderlei Barbosa

Segundo essa fonte, secretários ligados ao governo interino pressionaram setores técnicos para agilizar a autorização da despesa de grande volume, apesar de alertas sobre a ausência de documentação adequada

Patrícia Alves
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação / Agência Tocantins
05/12/2025 às 18h28
No apagar das luzes, equipe do governo interino tenta autorizar pagamento irregular de R$ 150 milhões após decisão do STF determinou o retorno de Wanderlei Barbosa
Secretaria do Estado da Fazenda - Foto: João Di Pietro

No início da noite desta sexta-feira, 05, poucas horas depois da decisão de um ministro Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o retorno de Wanderlei Barbosa ao comando do Governo do Tocantins, integrantes da gestão interina passaram a atuar para tentar liberar aproximadamente R$ 150 milhões em pagamentos considerados irregulares.

A informação foi confirmada à reportagem por uma fonte vinculada à Secretaria de Estado da Fazenda, que relatou movimentações internas “atípicas e fora dos protocolos” logo após a notificação da decisão judicial chegar aos gabinetes.

Segundo essa fonte, secretários ligados ao governo interino pressionaram setores técnicos para agilizar a autorização da despesa de grande volume, apesar de alertas sobre a ausência de documentação adequada, inconsistências nos processos e possível violação às normas fiscais e administrativas. “Houve tentativa de validar ordens de pagamento de forma acelerada, sem as etapas exigidas”, relatou.

O montante de R$ 150 milhões, ainda não detalhado oficialmente, seria destinado a contratos cujo trâmite estaria paralisado há semanas, mas que teriam sido reativados no momento em que o governo interino passou a perder o controle da máquina pública. A iniciativa teria ocorrido “no apagar das luzes”, antes que o comando fosse oficialmente restituído a Wanderlei Barbosa.

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Até o momento, não há confirmação se os pagamentos chegaram a ser efetivados ou bloqueados a tempo pelo corpo técnico da Fazenda. A fonte afirma que parte dos servidores resistiu às pressões, temendo repercussões legais.

A reportagem segue apurando os nomes dos responsáveis, a natureza dos contratos envolvidos e se a Procuradoria-Geral do Estado foi consultada sobre a manobra.

O governo do Tocantins e a equipe do governador interino foram procurados, mas ainda não se manifestaram.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins

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