
A Polícia Civil do Tocantins concluiu, em pouco mais de dez dias, o inquérito policial que apurou crimes de invasão de domicílio e agressões ocorridos em Dianópolis, no sudeste do Estado. A investigação, conduzida pela 10ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (10ª DEAMV), foi finalizada 11 dias após o crime, registrado em 21 de dezembro, e resultou na identificação de todos os envolvidos.
De acordo com a Polícia Civil, a rápida elucidação do caso foi possível graças à atuação integrada entre as forças de segurança. A troca de informações entre a Polícia Civil e a Polícia Militar permitiu reconstruir o trajeto dos suspeitos, que teriam saído de uma festa de formatura e seguido até a residência das vítimas.
No local, o grupo, motivado por uma suposta dívida, invadiu o imóvel e agrediu fisicamente duas mulheres e uma criança de 8 anos. As vítimas também teriam sido ameaçadas durante a ação criminosa.
Durante as diligências, a Polícia Civil deflagrou a Operação Safe Home, voltada ao cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pelo Poder Judiciário. A operação resultou na prisão de dois investigados. Outros dois suspeitos seguem foragidos: um homem apontado como responsável por portar uma arma de fogo utilizada para intimidar as vítimas e o proprietário do veículo empregado no crime.
O delegado responsável pelo caso ressaltou a firme atuação das forças de segurança no combate a esse tipo de violência. “As forças de segurança de Dianópolis e do Estado do Tocantins não permitirão que os lares das pessoas sejam violados para o cometimento de crimes. A casa é o asilo inviolável do cidadão e qualquer um que ousar romper essa barreira com violência e truculência sentirá o peso da integração das nossas polícias e a celeridade da justiça”, afirmou.
Ao final da investigação, os envolvidos foram indiciados pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, violação de domicílio qualificada, lesão corporal dolosa, ameaça e corrupção de menores. A Polícia Civil informou que as investigações continuam até que todos os suspeitos sejam localizados e devidamente responsabilizados perante a Justiça.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins