
A Justiça do Tocantins aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu Waldecir José Lima Júnior, acusado de matar o vigia Dhemis Augusto Santos dentro de um shopping no centro de Palmas, em dezembro de 2025. Com a decisão, o caso avança para a fase processual e pode seguir para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Waldecir foi preso em fevereiro de 2026, após permanecer foragido por mais de três meses. Ele foi localizado pela Polícia Civil na casa da sogra, na capital. Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma discussão provocada pelo estacionamento irregular de um carro de luxo.
Na decisão, o juiz da 1ª Vara Criminal de Palmas apontou a existência de “justa causa” para o prosseguimento da ação penal, com base em provas da materialidade e indícios de autoria reunidos no inquérito policial. O magistrado determinou a citação do acusado, que terá prazo de 10 dias para apresentar resposta à acusação.
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O juiz também autorizou a retirada do sigilo do inquérito. Waldecir permanece preso preventivamente, e o processo entra agora na fase de pronúncia — etapa em que a Justiça decidirá se ele será submetido a julgamento popular.
A defesa informou que ainda não teve acesso à decisão e que irá se manifestar após análise do conteúdo.
Discussão terminou em morte
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do crime. O vídeo mostra o vigia e o motorista discutindo na presença de outras pessoas. Durante o desentendimento, o acusado saca uma arma e aponta para a cabeça da vítima, que tenta se afastar.
Uma terceira pessoa chega a intervir, mas o suspeito efetua um disparo que atinge o abdômen de Dhemis. Após o tiro, o vigia cai, enquanto o autor ainda mantém a arma apontada antes de deixar o local.
A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Palmas, mas não resistiu aos ferimentos.
A arma utilizada no crime foi apreendida ainda em dezembro de 2025 pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa.
Três meses foragido
Após o homicídio, Waldecir permaneceu foragido por cerca de três meses. Segundo o delegado responsável pelo caso, Israel Andrade, o investigado contou com uma rede de apoio que dificultou sua localização.
“Ele chegou a sair do estado e passar por diversas cidades, o que dificultou bastante o trabalho policial. Sempre que nos aproximávamos, ele conseguia escapar”, afirmou o delegado.
Durante a fuga, o acusado teria passado por várias cidades de Goiás. A prisão ocorreu quando ele retornou a Palmas — a suspeita é de que tenha voltado para o aniversário do filho, de 12 anos.
Com o avanço do processo, a Justiça deve decidir nos próximos meses se o réu será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
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Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins